Problemas com predadores? Já pensou em ter um cão de guarda do rebanho?

Em várias regiões do Brasil e do mundo a criação de ovinos e caprinos tem problemas com predadores naturais (lobos, cães, águias, onças, entre outros) e até ladrões.

Como a ideia não é matar os outros animais que estão na natureza e fazem parte dela, nem ter prejuízos na criação, há muitas décadas o homem tem se utilizado de cães de guarda de rebanho, como é o caso do Cão Serra da Estrela, de Portugal (foto acima).

Aqui no Brasil ainda é uma tecnologia relativamente nova, mas que vem sendo utilizada cada dia mais: é eficiente e ecologicamente correta (não precisamos destruir a natureza a nossa volta, podemos conviver com ela). As raças mais comuns por aqui são o Maremano Abruzês e Kuvasz. Só lembrem que além do instinto, o ideal é comprar animais de criadores que tem os cachorros no meio do rebanho e não de criadores de cidade. E, como é um cachorro, se ficarmos “afofando” demais eles, ao invés de ficarem com o rebanho, cuidando, vão ficar na volta de casa (é um erro bem comum no manejo), servindo de cão de guarda da casa, mas não dos animais…

 

Diferente do cão de pastoreio, que serve para trabalhar com o rebanho, juntando os animais no campo e levando para onde quisermos, o cão de guarda do rebanho faz um trabalho bem diferente: protege as ovelhas e cabras de predadores e, em alguns casos, até mesmo de ladrões.

Quer saber mais? Veja o vídeo:

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É cabra ou ovelha? Sabe como diferenciar?

Existem dezenas de raças de ovinos e caprinos pelo mundo. Aqui mesmo no Brasil, há diferentes raças. Você sabe a diferença entre um ovino e um caprino? Fácil? Nem sempre…

O mais comum é achar que ovelha tem e cabra não (principalmente no sul do país, onde não é tão comum a ovelha deslanada) ou achar que cabras tem chifres (guampas ou cornos)  e ovelhas não, entre outras diferenças… Mas assim como temos ovelhas sem lã (deslanadas) existem raças de cabras com pêlos compridos que parecem , como a raça Angorá, da foto abaixo.

Quer uma dica? Não olhe para a cara… 🙂 A maneira mais fácil de saber se é uma cabra ou ovelha é olhando para a cauda (também chamada de rabo ou cola).

Veja no vídeo a explicação mais fácil para saber se é uma cabra ou uma ovelha 😉

 

RESUMINDO

Se tiver cauda para cima, é cabra

Se a cauda for para baixo, é ovelha

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A importância do chifres na reprodução dos caprinos

O sonho de trabalhar só com caprinos mochos (sem chifres/guampas) acompanha a maioria dos criadores, principalmente aqueles voltados para a produção de leite. E o mochamento (retirada dos chifres, mesmo que só o botão), realizado nos cabritinhos bem novos, é uma prática comum nos criatórios. Mas então por que não utilizamos só animais mochos (que já nascem com o gene para não ter chifres)? Se só cruzarmos cabras e bodes sem chifres, a grande maioria dos cabritinhos nasceriam mochos… Seria perfeito, se não fosse um detalhe: animais mochos, se homozigotos, são inférteis ou subférteis.

Para não ter problemas de fertilidade, basta que um dos pais (a cabra ou o bode), tenham chifres. Como é mais fácil controlar pelo bode, e ele deixa muito mais filhotes que uma cabra normalmente, é que indicamos que o bode sempre seja aspado /chifrudo.

No artigo abaixo, tem todas as explicações do porquê isso acontece.

 

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Você sabe o que significa a tatuagem de registro nos ovinos?

No Brasil, o registro genealógico de ovinos é responsabilidade da ARCO – Associação Brasileira de Criadores de Ovinos, homologada pelo MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Para identificar os animais registrados é utilizada a tatuagem nas orelhas. Cada categoria de registro (PO / RGB / SO / RD ou CG) tem uma regra. Entenda qual a tatuagem utilizada em cada caso.

Os animais registrados além de números de identificação da cabanha e do próprio animal, levam ainda símbolos para identificar qual a categoria de registro. Um animal que não tem esse símbolo, que é exclusivo dos técnicos da ARCO, certamente não tem registro. Isso serve para orientar na compra de animais, para não comprar gato por lebre…

Animais PO (Puro de Origem): recebem o símbolo ARCO

Animais PC (Puro por Cruzamento): recebem o símbolo RGB

Animais SO (Selecionados): recebem o símbolo SO

Animais RD (Raça Definida): recebem o símbolo RD

Animais CG (Geração Controlada): recebem o símbolo CG

 

 

Além dessas identificações, animais com genes de prolificidade, como o VACARIA no Ile de France e o BOOROLA no Texel e Corriedale, tem um sinete específico para animais que foram genotipados:

VACARIA: VV, VN ou NN

BOOROLA: BB, BN ou NN

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Caindo a lã sem causa aparente? Pode ter sido uma febre…

 

Em animais com lã, que são esquilados (tosquiados/ tosados) a cada ano, a lã não cai espontaneamente, a não ser que tenha algum problema: piolho, sarna ou o animal, por algum motivo, teve “febre” (aumento da temperatura corporal) umas semanas antes.

Após algumas semanas da febre, é comum que a lã comece a cair. Não de uma vez só, vai cando e cada vez que o animal se coça ou se encosta em algo, vai deixando pedaços da lã.

Num primeiro momento, é preciso excluir que seja alguma parasitose, como piolho ou sarna. Se não “enxergar” nada de anormal, olhe mais de perto que é fácil identificar quando é apenas resultado de uma “febre” que já passou.

Na imagem abaixo, temos o ponto de ruptura da fibra: quando há o aumento da temperatura (“febre”), a lã sofre uma ruptura e, à medida que cresce, esse ponto de ruptura (enfraquecimento) vai ficando mais distante do couro e mais frágil, sendo arrancado com uma “coçada” numa cerca, por exemplo. Ao olharmos de perto, fica bem fácil ver que há lã crescendo junto ao couro do animal e uma linha bem fina que separa a lã nova da mecha de lã antiga. É exatamente esse o ponto de ruptura (enfraquecimento) que faz com que a lã se desprenda e caia.

 

Mas não se preocupe! Assim que a lã cair toda, a ovelha vai ficar com um lindo “casaquinho” novamente 🙂

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