Problemas com predadores? Já pensou em ter um cão de guarda do rebanho?

Em várias regiões do Brasil e do mundo a criação de ovinos e caprinos tem problemas com predadores naturais (lobos, cães, águias, onças, entre outros) e até ladrões.

Como a ideia não é matar os outros animais que estão na natureza e fazem parte dela, nem ter prejuízos na criação, há muitas décadas o homem tem se utilizado de cães de guarda de rebanho, como é o caso do Cão Serra da Estrela, de Portugal (foto acima).

Aqui no Brasil ainda é uma tecnologia relativamente nova, mas que vem sendo utilizada cada dia mais: é eficiente e ecologicamente correta (não precisamos destruir a natureza a nossa volta, podemos conviver com ela). As raças mais comuns por aqui são o Maremano Abruzês e Kuvasz. Só lembrem que além do instinto, o ideal é comprar animais de criadores que tem os cachorros no meio do rebanho e não de criadores de cidade. E, como é um cachorro, se ficarmos “afofando” demais eles, ao invés de ficarem com o rebanho, cuidando, vão ficar na volta de casa (é um erro bem comum no manejo), servindo de cão de guarda da casa, mas não dos animais…

 

Diferente do cão de pastoreio, que serve para trabalhar com o rebanho, juntando os animais no campo e levando para onde quisermos, o cão de guarda do rebanho faz um trabalho bem diferente: protege as ovelhas e cabras de predadores e, em alguns casos, até mesmo de ladrões.

Quer saber mais? Veja o vídeo:

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“Efeito Macho” – como utilizar o bode ou o carneiro para sincronizar o cio das fêmeas

Você sabia que o carneiro ou o bode pode ser utilizado para sincronizar o cio das ovelhas e das cabras? É uma forma barata de fazer com que elas venham a parir concentradas (com poucos dias de diferença), facilitando o manejo com os filhotes, inclusive.

Já ouviu falar em EFEITO MACHO? É uma técnica simples, que não exige gastos. O resultado? As fêmeas entram em cio quase todas na mesma época, com pequena diferença de dias… outra forma possível de sincronização é a utilização de hormônios.

 

Na prática, o que precisa ser feito é o seguinte: separar as fêmeas do contato com machos (não podem ver, ouvir nem sentir o cheiro deles), por um período de 60 dias (existem trabalhos que demonstram que menos tempo também tem seu efeito). Numa pequena propriedade, isso nem sempre é possível…

Depois dessa “separação”, ao colocar o bode em contato com as cabras ou o carneiro com as ovelhas, a tendência é que as fêmeas sincronizem o cio. O que isso significa? Ao invés delas entrarem em cio aos poucos, como seria normal (as ovelhas ao longo +- 16 e as cabras +- 21 dias), a maioria entrará em cio em questão de poucos dias. Se forem cobertas com poucos dias de diferença, essa concentração também terá efeito na parição (cerca de 70 – 80% das fêmeas podem a parir num intervalo de dez dias).

Esse manejo funciona para fêmeas que estejam ciclando (entrando em cio normalmente) ou para aquelas que já estão próximas de voltar a apresentar cio. Para ovelhas e cabras que estejam no meio do período de anestro (regiões/raças que param de entrar em cio numa determinada época do ano), não vai funcionar.

E para que serve? Dependendo do manejo e da propriedade, pode ser interessante para ter um melhor controle na época da parição, por exemplo. Pois ao invés de ter partos espalhados ao longo de várias semanas, teremos um grande volume de partos em poucos dias, podendo facilitar os cuidados.

Qual o cuidado? Devo ter machos suficientes para garantir a fertilidade (não posso usar a mesma proporção de machos que usaria se a cobertura não fosse concentrada), ou seja, terei que usar um número maior de carneiros / bodes. Além disso, preciso avaliar se os nascimentos concentrados serão bons para o meu manejo. Se os partos acontecem em um espaço do galpão, por exemplo, não posso ter mais ovelhas / cabras parindo do que cabem nesse espaço, ou no piquete de parição.

Agora, se após analisar tudo isso ainda acho que vale a pena usar essa “ferramenta” de manejo, mãos à obra. Basta colocar no planejamento para a próxima estação de cobertura!

Quer saber mais? Dá uma lida nesse Artigo:

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Uma forma de segurar o animal sem precisar fazer força

Muitas vezes passamos trabalho com os animais por falta de instalações práticas. E alguns pensam que instalação tem que ser cara…

Ideias simples, baratas (muitas vezes feitas na propriedade), podem nos dar uma baita mão, diminuir o estresse dos animais e o nosso, afinal, quem não prefere trabalhar com mais conforto e fazendo menos esforço?

Nessa propriedade, foi feito um “canzil” para segurar os animais (tem tamanho de pescoço maior para os adultos e menor para os filhotes). Com isso, além do animal ficar menos estressado, pois não tem alguém agarrando ele, fica mais prático para a aplicação de medimentos, casqueamento e qualquer outro manejo necessário.

 

Tem uma ideia melhor ou diferente? Manda para a gente. Quanto mais facilitarmos o nosso trabalho, melhor. E se temos uma ideia boa, por que não compartilhar com outros produtores? Toda a cadeia produtiva ganha…

 

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Castrar ou não castrar, eis a questão…

Muitas são as dúvidas na criação de ovinos e caprinos. Uma delas é sobre o manejo com os machos, nos rebanhos comerciais: castrar ou não castrar os machinhos… Não existe regra nem o que é melhor ou pior, cada propriedade e sistema de produção vai definir se é melhor castrar ou deixar os animais inteiros (sem “capar”).

Nossa ideia é auxiliar na tomada de decisão, ou seja, ajudar a pensar se para o seu sistema o melhor é castrar ou não…

Se a ideia é abater/carnear o animal jovem, com até 6-7 meses (em algumas raças ou regiões, até um pouco mais tarde), não há necessidade de castrar. Mas se não tiver certeza que conseguirá até esse prazo, o ideal seria castrar já novinho.

Vários são os motivos que acabam fazendo com que os produtores castrem os machinhos:

  • facilita o manejo (dá para deixar junto das fêmeas, sem preocupação de emprenhar quem não deve);
  • às vezes a ideia é vender jovem, mas acontecem alguns problemas na criação e acaba atrasando o desenvolvimento. Se os machinhos estão inteiros podem já começar a puberdade e a “montar” uns nos outros, ficando agitados e impedindo que ganhem peso e depositem gordura de acabamento;
  • em raças com mais dificuldade de depositar gordura, castrar facilita a terminação (ter gordura subcutânea ideal para o abate – apesar da maioria não gostar de “graxa”, é importante a carcaça ter cobertura de gordura para que não fique azulada no resfriamento…). Afinal, ninguém quer comprar carne azul, certo? 😉

No vídeo a seguir, fizemos um esquema para auxiliar na decisão, com pontos importantes a avaliar.

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Uso do pastoreio rotativo na criação de ovinos e caprinos

Existem vários sistemas de criação de ovinos e caprinos. Independente da escolha, o que importa é ter resultado produtivo e financeiro. Não existe (infelizmente, senão já estaria rica!) uma fórmula  mágica e que sirva para todas as propriedades e regiões. Às vezes até mesmo propriedades vizinhas, com sistemas iguais, tem resultados totalmente diferentes. Essa é a beleza de trabalharmos com biologia (onde nem sempre 1 + 1 = 2). Mas também está aí o desafio do dia a dia.

Quando falamos em alimentação dos animais, existem diferentes sistemas: confinamento (dentro de um galpão ou aprisco), extensivo (à campo ou na caatinga, por exemplo) e mesmo uma mistura desses dois, onde os animais vão ao campo mas também recebem suplementação no cocho – nem que seja pra voltar pra casa 🙂

Se a escolha é pela alimentação à campo, onde as ovelhas e as cabras caminham até o alimento, podemos trabalhar também de diferentes formas, mas o mais comum é o pastoreio contínuo (animais ficam por períodos longos no mesmo “campo”) e o pastoreio rotativo (o “campo” é dividido em vários espaços menores e os animais ficam poucos dias em cada, fazendo um rodízio do local onde se alimentam).

Se a ideia é fazer pastoreio rotativo, algumas dicas são importantes e precisamos estar atentos para ter o melhor resultado com esse sistema. Um erro que vejo muito e que causa grandes prejuízos (chegando ao ponto de abandonarem o rotativo), é a área de lazer apresentar grama/pasto. Ou trabalhamos sem área de lazer (tendo sombra e água em todos os piquetes) ou então a verminose pode sair do controle, em virtude da alta lotação e dos animais estarem ali todos os dias (não ocorrendo rodízio nessa área).  Não existe sistema perfeito, existe sistema bem trabalhado.

Abaixo, tem um excelente material da Embrapa com informações sobre como montar o rodízio e como manejar os animais dentro dele. Boa leitura!

 

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Calendário de atividades anual do rebanho – monte o da sua propriedade

Consegue lembrar de todas as atividades que precisam ser realizadas com o rebanho ou acaba esquecendo algo? Para ajudar no dia a dia da criação é importante termos um calendário anual de atividades, para lembrar de cada etapa importante da produção e quando deve ser realizada.

Com as atividades básicas planejadas, mês a mês, fica mais fácil gerenciar a criação e não corremos o risco de esquecer algo importante, como uma vacina, por exemplo.

Temos aqui exemplo de 3 calendários: geral (pode ser usado para ovinos e caprinos), um para ovinos e outro para caprinos. A diferença é mínima, mas fica a critério de cada um analisar o que melhor se enquadra na sua criação. Eles podem ser baixados e usados na sua propriedade. Esperamos que gostem!

Calendário OVINOS

Calendário CAPRINOS

Calendário GERAL

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