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Projeto de Caprinocultura Leiteira de Inclusão Social

O Instituto Agropolos do Ceará e a Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social do Estado do Ceará (STDS) estão implantando um projeto de exploração de caprinos leiteiros não apenas como fonte de renda mas também na dieta alimentar em Tauá  e Quixadá, dois municípios pertencentes à área de atuação do Projeto de Inclusão Social e Produtiva de Famílias Cearenses cadastradas no Cad Único.

A primeira fase do Projeto de Caprincultura Leiteira de Inclusão Social  consiste na aquisição de 3,5 mil cabras leiteiras para distribuição entre as 140 famílias cadastradas no CadÚnico de Tauá e Quixadá. Cada produtor receberá um lote de 25 cabras. Cada cabra produz um litro e meio de leite por dia.

Os produtores beneficiados com o projeto vivem abaixo da linha da pobreza e em condições de miséria. O único trabalho que dispõem é o da lida com a terra e somente este trabalho não lhes permite uma condição de vida digna. Antes da implantação do projeto foram realizadas oficinas de sensibilização junto aos futuros beneficiários, visando criar nas comunidades e famílias envolvidas motivação para tornar-se caprinocultores.

Devido às condições de vida dos beneficiários, o primeiro resultado esperado com o projeto é "reduzir a desnutrição das crianças, idosos e gestantes, melhorar a qualidade de vida das famílias beneficiadas, proporcionar acesso à alimentação protéica de origem animal das famílias carentes naqueles municípios, através do abate de crias machos", afirma o coordenador do projeto pelo Instituto Agropolos.

O ganho em renda, nesta fase, será com a comercialização das peles dos caprinos, que através de atravessadores rendem em média R$ 3,50 ao produtor. Através do processamento, poderá ser vendido a R$ 25 o mero quadrado, "agregando até 350% sobre o valor comercializado da pele crua", ressalta Márcio. O custo estimado para processar o metro quadrado é de R$ 5.

O coordenador ressalta que outra frente de ganho para os produtores é a venda da carne dos caprinos, através de melhoria da infraestrutura de produção, que aumentaria em 40% o ganho do produtor. Uma carcaça média de 14 quilos é comercializada por R$ 84; com a agregação de valores, através do processamento, pode atingir R$ 120.

A segunda meta do projeto é implantar uma unidade de processamento de leite de cabra, em Quixadá e outra em Tauá. Com o equipamento, haverá qualificação para o desenvolvimento da atividade produtiva. Para a comercialização do leite, está sendo incentivada a produção no valor de R$ 1,20 do leite in natura. Ao transformá-lo em produtos como iogurte, doce de leite, queijo, ricota, ganharão valor agregado bastante significativo. Além disso, o Governo do Estado tem programas de aquisição de leite de cabra, inclusive para merenda escolar.

Ao longo da implantação do projeto do Instituto Agropolos e da STDS haverá seis cursos sobre manejo da capriocultura leiteira - três em Quixadá e três em Tauá. Também estão previstas quatro missões técnicas para intercâmbio com os produtores do Rio Grande do Norte Paraíba, os dois maiores produtores de caprinos do Nordeste, além de realização de Dia no Campo e distribuição de cartilhas "Caprinocultura Leiteira na Agricultura Familiar".

Adaptada pela Equipe Capril Virtual com informações Assessoria de Imprensa do Instituto Agropolos (04/06/2010)