O que fazer com as agulhas usadas?

Nas criações de ovelhas e cabras, vira e mexe precisamos aplicar algum produto injetável, sejam vacinas ou medicamentos. Usando agulhas descartáveis ou mesmo as de metal, uma hora temos que jogá-las fora. E como fazer esse descarte de maneira correta?

Muitos produtores ainda enterram ou queimam essas agulhas, acreditando que esse é o melhor a ser feito (até por falta de opção na sua cidade). Mas sabemos que esse não é o destino correto e pode causar acidentes e contaminação no ambiente. Mas então, o que fazer?

Primeiro, é preciso armazenar em algum lugar adequado. Existem caixas específicas para esse fim, que custam dinheiro e nem sempre é fácil de achar para comprar.

Podemos dar uma solução “caseira” para o problema, guardando as agulhas em garrafas PET, aquelas de água ou refrigerante, até o momento de descartar. Lembrem de guardar a tampa para fechar a PET na hora de levar até o destino! 😉

 

Praticamente todos os municípios tem, pelo menos, posto de saúde. E, por lei, esses postos tem que dar destino adequado a materiais contaminantes e perfurocortantes (como agulhas e bisturis). Por que não aproveitar e fazer uma parceria dos produtores do seu município, junto com a prefeitura e secretarias de saúde e agricultura para que os postos possam receber esse material? Assim as agulhas teriam um destino correto, não contaminariam a natureza e, para o município, o custo seria mínimo, uma vez que o serviço já existe.

Veja o exemplo da Prefeitura de São Francisco de Paula, no Rio Grande do Sul, que juntou as secretarias de agricultura e saúde com as agropecuárias (que vendem produtos veterinários e também recebem as agulhas, além das seringas e frascos de medicamentos) e os produtores. Sem custo, só vontade!

Que tal espalhar as boas ideias? A gente também pode fazer a nossa parte, não só esperar que os outros resolvam nossos problemas. Que tal começar?


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“Efeito Macho” – como utilizar o bode ou o carneiro para sincronizar o cio das fêmeas

Você sabia que o carneiro ou o bode pode ser utilizado para sincronizar o cio das ovelhas e das cabras? É uma forma barata de fazer com que elas venham a parir concentradas (com poucos dias de diferença), facilitando o manejo com os filhotes, inclusive.

Já ouviu falar em EFEITO MACHO? É uma técnica simples, que não exige gastos. O resultado? As fêmeas entram em cio quase todas na mesma época, com pequena diferença de dias… outra forma possível de sincronização é a utilização de hormônios.

 

Na prática, o que precisa ser feito é o seguinte: separar as fêmeas do contato com machos (não podem ver, ouvir nem sentir o cheiro deles), por um período de 60 dias (existem trabalhos que demonstram que menos tempo também tem seu efeito). Numa pequena propriedade, isso nem sempre é possível…

Depois dessa “separação”, ao colocar o bode em contato com as cabras ou o carneiro com as ovelhas, a tendência é que as fêmeas sincronizem o cio. O que isso significa? Ao invés delas entrarem em cio aos poucos, como seria normal (as ovelhas ao longo +- 16 e as cabras +- 21 dias), a maioria entrará em cio em questão de poucos dias. Se forem cobertas com poucos dias de diferença, essa concentração também terá efeito na parição (cerca de 70 – 80% das fêmeas podem a parir num intervalo de dez dias).

Esse manejo funciona para fêmeas que estejam ciclando (entrando em cio normalmente) ou para aquelas que já estão próximas de voltar a apresentar cio. Para ovelhas e cabras que estejam no meio do período de anestro (regiões/raças que param de entrar em cio numa determinada época do ano), não vai funcionar.

E para que serve? Dependendo do manejo e da propriedade, pode ser interessante para ter um melhor controle na época da parição, por exemplo. Pois ao invés de ter partos espalhados ao longo de várias semanas, teremos um grande volume de partos em poucos dias, podendo facilitar os cuidados.

Qual o cuidado? Devo ter machos suficientes para garantir a fertilidade (não posso usar a mesma proporção de machos que usaria se a cobertura não fosse concentrada), ou seja, terei que usar um número maior de carneiros / bodes. Além disso, preciso avaliar se os nascimentos concentrados serão bons para o meu manejo. Se os partos acontecem em um espaço do galpão, por exemplo, não posso ter mais ovelhas / cabras parindo do que cabem nesse espaço, ou no piquete de parição.

Agora, se após analisar tudo isso ainda acho que vale a pena usar essa “ferramenta” de manejo, mãos à obra. Basta colocar no planejamento para a próxima estação de cobertura!

Quer saber mais? Dá uma lida nesse Artigo:

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Quem é o responsável por partos de gêmeos? A fêmea ou o macho?

Para aumentar a produção de cordeiros e cabritos, é importante que tenhamos gêmeos no rebanho. Quanto mais cabritos e cordeiros nascerem, das mesmas mães, mais produtos teremos para vender… Isto é matemática. Se uma fêmea parir 2 ou 3 filhotes, maior é a minha produção sem a necessidade de aumentar o rebanho.

Mas para que o número de partos gemelares (nascimento de gêmeos) no rebanho seja grande, há dois fatores importantes: a genética e a nutrição.

A genética começa pela matriz (a fêmea): é ela que determina se, naquela parição, vai produzir 1, 2, 3 filhotes (ou mais). Alguns pensam que é o macho, mas é a fêmea a responsável pela ovulação, e ela é que vai determinar se terá 1 ou mais óvulos. O macho não afeta na produção diretamente (ele num salto, libera milhões de espermatozóides). Mas o carneiro e o bode são importantes, dentro do rebanho, para passar a “genética de gêmeos” para as filhas dele. Não afetam na produção atual, mas afetarão nas produções futuras.

Para aumentar o número de partos gemelares no rebanho, é importante selecionar além das ovelhas/cabras que pariram gêmeos, as filhas delas. Pois tem grande chance de carregarem essa “genética” de partos múltiplos. E utilizar reprodutores (machos) nascidos de parto duplo, pois tem grande chance de ter a genética e passar para as filhas…

A partir daí, a nutrição é que vai deixar a genética se expressar. Ou seja, não adianta ter a genética no rebanho se na hora da cobertura as fêmeas estiverem em baixas condições alimentares (baixa condição corporal).

Quer entender melhor como funciona? Dá uma olhada no vídeo:

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